Minha
vida é feita de pontas soltas, que nunca sei onde irão dar, a única certeza é
de quem quase sou, o que indica uma grande incerteza, porque meus descaminhos
me trouxeram até aqui, neste lugar, onde penso em parar, onde penso quando
pararei, eufemismo para morte
Companheira
de horas solitárias, horas de desespero, horas em que não sei aonde ir...
Horas
em que observo a inutilidade de tudo vivido e tanto amor desperdiçado, tanto
carinho aleatório, tantas flores murchas que, por um breve instante, viçosa e
em outro, pétalas murchas que começam a feder.
Mas
a efemeridade das flores não são eufemismos para a vida humana? Não somos
viçosas no apogeu e murchas na derrocada?
As
pedras sólidas e disformes seriam outra categoria de vida humana?
Durável
mas nem sempre colorida, viva, efêmera... Porque o durável não nos ensina a
valorizar a vida, mas o instante breve de nossas vidas faz-nos apreender o
mínimo no universo caótico de uma existência assoberbada de erros que
terminaram em amor, este de flor para flor, visão de luz e escuro, de tons de
cinza e matizes coloridos, de altos e baixos.
De humanidade. 
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